Sobre o Blog

Blog sobre o Vale do Amanhecer, Doutrina concebida pela Espiritualidade Maior e executada por Neiva Chaves Zelaya, um Espírito de Luz Altíssima, conhecido nos Planos Superiores por Agla Koatay 108. O Vale recebe pessoas sem distinção para solução de problemas espirituais. Nada cobra de seus pacientes e nem exige frequência. Temas espirituais diversos são tratados aqui. Vicente Filgueira, Adjunto Esdalvo - Jornalista (Registro Profissional Fenaj 274/03/38§ v/DRTGo-01364-SJP)


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9 de jan de 2013

Um passeio pela Terra


No livro 2000 - A Conjunção de Dois Planos, Tia Neiva, como Koatay 108 faz uma série de indagações ao comandante de uma nave espacial em que ela se encontrava. Era a entidade Amanto o comandante da nave e entrevistado de Tia. Sobrevoando a Terra, o comandante ia explicando a Tia que há cerca de 32 mil anos a.C., um grupo de cientistas foi mandado do planeta Capela para repovoar e preparar a Terra para os seus novos habitantes. O relato de Amanto a nossa Mãe Clarividente se encaixa como luva com as teorias bem atuais do conhecido vidente americano Edgard Cayce, relatando a chegada ao Egito de um grupo de 900 pessoas, que teria vindo de uma civilização avançada, liderado por importante sacerdote conhecido por RaTa, mestre em elevado Grau das Forças Criativas. 
Pirâmide do Vale do Amanhecer, em Planaltina
O Egito teria sido escolhido por ser um centro das atividades universais da natureza e das forças espirituais, bem como de menor influência das perturbações causadas por movimentos telúricos, que teriam, inclusive, causado a destruição de Atlântida. A construção da Grande Pirâmide era a missão do grupo, e se constituiria em um repositório de sabedoria capaz de perdurar através dos séculos, com todo o conhecimento daquela civilização ali depositado em suas galerias e câmaras, com as inscrições matemáticas e geométricas, além de profecias para civilizações vindouras. A construção gigantesca foi realizada com a utilização de forças da natureza, por transmutação dos diversos tipos de materiais.
Depois de dar a explicação a respeito do grupo oriundo de Capela, Amanto fala a Tia Neiva: “Esses espíritos, Neiva, foram preparados em Capela, durante muito tempo. Neles foi destilado, dia a dia, o anseio evolutivo, o desejo de realização, e despertada a vontade de colaboração na obra de Deus. Eles aprenderam a história da Terra, seu papel no conjunto planetário, e se prepararam para o estabelecimento de uma nova civilização neste planeta. A idade física da Terra se contava em termos de bilhões de anos, e muita coisa já havia acontecido antes. Isso, porém, não era de seu domínio mental, pois assim o exigia a didática divina. Só é dado ao Homem saber aquilo que é necessário a cada etapa de sua trajetória. O impulso criativo e realizador reside exatamente no terreno entre o conhecido e o desconhecido de cada ser. Assim estavam esses espíritos quando vieram para a Terra. Isso aconteceu 32 mil anos atrás, 30 mil anos antes da vinda do Cristo Jesus.
" Quer dizer, Amanto, que sua vinda foi assim, planejada como um grupo de colonizadores, semelhante ao que acontece na Terra em nossa época?
- Sim, Neiva, mais ou menos assim. Os Mestres haviam preparado o terreno, em várias partes do globo. Mediante ações impossíveis de lhe serem descritas, foram alijados da superfície certas espécies de animais, e outras foram criadas. Os climas e os regimes atmosféricos foram contrabalançados e o cenário estava preparado. Eles foram trazidos em frotas de astronaves e distribuídos pelo planeta, em sete pontos diferentes. Esta região foi um dos pontos de desembarque. Os outros foram onde hoje é o Iraque, o Alasca, a Mongólia, o Egito e a África. Esses locais servem, apenas, como referência, pois, na verdade, eles tinham o domínio de grandes áreas.
- Mas, eles eram assim tão numerosos? – perguntou Neiva.
- Não, não eram. O que eles tinham era o enorme poder de locomoção e de domínio sobre os habitantes de cada região. Seu principal poder residia na sua imortalidade, nas suas máquinas e na sua tecnologia. (...) - Tinham o que nós podemos chamar de um conjunto doutrinário, cujas coordenadas eram formadas pela hierarquia planetária, cujo centro era o Sol. Com isso, eles não tinham preocupação com a busca de Deus, pois tinham um universo amplo e objetivo o suficiente dimensionado para não necessitar a busca de uma finalidade. Mais tarde, no declínio de sua sintonia com os planos iniciais, essa doutrina derivou na religião do Sol. Se os historiadores quiserem traçar o percurso dos Equitumans na Terra, basta catalogarem as regiões e os povos que adoravam o Sol. 
"Durante mil anos, os planos seguiram a trajetória prevista. Os núcleos foram se expandindo, e muitas maravilhas foram se concretizando na Terra. Basta que se observem alguns resíduos monumentais na superfície para se ter ideia. Verdade é que essas ruínas são de difícil interpretação pelo Homem atual. Uma coisa, porém, elas evidenciam: as ciências e as artes que permitiram sua elaboração estiveram fora do alcance do homem atual. Até hoje os cientistas não conseguiram explicar, por exemplo, o porquê e como foram feitas as estátuas da Ilha de Páscoa ou as pirâmides. A partir de agora, uma parte desses mistérios será desvendada. Dois fatos contribuirão para isso: a curiosidade científica despertada para fatos estranhos e as convulsões que a Terra irá sofrer. 
"Os Equitumans se comunicavam de várias maneiras. Dispunham de forças psíquicas e aparelhos que lhes permitiam a troca de experiências. Isso explica, em parte, as semelhanças arqueológicas que estão sendo encontradas, em lugares distantes e, aparentemente, sem possibilidades, naquele tempo, de comunicação entre si. Também viajaram entre planetas, e chegaram não só à Lua, como a Marte e outros lugares do nosso sistema. Essas viagens, porém, só foram feitas no segundo milênio, com o começo da hipertrofia dos seus egos, à semelhança do que está acontecendo agora. A partir do segundo milênio, isto é, há 31 mil anos, eles começaram a se distanciar de seus Mestres e dos planos originais. 
"Seguros na sua imortalidade e intoxicados pela volúpia de encarnados, eles deixaram dominar pela sede do poder. Depois de muitas advertências, seus Mestres tiveram que agir. Ao findar o segundo milênio de sua vida, eles foram eliminados da face da Terra. Como isso se passou será de difícil compreensão para vocês. Foi uma nave gigantesca, denominada Estrela Candente, que percorreu os céus da Terra, executando a sentença divina. Em cada um dos núcleos Equitumans, a Terra se abriu e eles foram absorvidos, triturados e desintegrados (...)
"Civilizar, para os Mestres Capelinos, significava trazer, ou melhor, criar um tipo humano, de acordo com um processo evolutivo, em três planos diferentes: o físico, o psíquico e o espiritual. A natureza da Terra tinha um determinado ciclo em andamento, com suas variações geológicas, vegetais, minerais e animais. O transformismo lento modifica a superfície e as várias camadas, mas essa lentidão é, apenas, relativa ao período de modificações. Naquela época, as transformações da Terra eram violentas e rápidas, emergindo dos degelos, devido à maior aproximação do Sol. Os vegetais, em adaptação e escassos nas regiões montanhosas, convidavam ao nomadismo espontâneo. Os animais, em sua maioria de grande porte, como o javali, o urso, os felinos e outros, constituíam ameaça permanente à integridade física. Civilizar constituía, pois, a modificação daquela tônica agressiva para uma harmonia ecológica mais propícia ao homem. 
"A missão era a de tornar a Terra habitável para o homem. É preciso não esquecer que o homem já existia, porém todo absorvido pela luta da sobrevivência, no estado de defesa permanente, submisso à natureza e à vida instintiva. A predominância, embora variável, era da tônica física. O psiquismo ficava colocado em segundo plano, um psiquismo mais voltado para o plano físico, para as coisas mais imediatas da vida quotidiana. Os olhos viviam voltados para o chão, para o ambiente imediato. Sabedor isso, Jaguar vinha munido de duas armas fundamentais: a ausência da procriação e um instrumento de reconhecimento aéreo, que era sua chalana. Sem o empecilho dos filhos, eles podiam se dedicar às artes criativas e estudar as formas de domínio do ambiente, criar instrumentos mecânicos e científicos. Com sua chalana, Jaguar percorria os pontos da Terra onde outros Orixás executavam a mesma tarefa, em ambientes físicos diferentes.
"Isso, Neiva, explica as questões de conhecimentos de Astronomia, dos calendários, dos cultos, do trato com os materiais e as semelhanças nos templos, pirâmides, esfinges, estátuas, cerâmicas, cerimônias, que a Ciência atual se esforça para explicar em termos de migrações e contatos puramente físicos. Naturalmente eles não dependiam exclusivamente da chalana, pois eram profundos conhecedores dos sistemas de comunicação psíquicos, além das preciosas fontes de informações, que eram os Mestres Capelinos. Tais recursos, porém, não eram suficientes para compensar a rudeza da tarefa. Ao perceberem que poderiam ser esmagados pelo ambiente, contrariando seus propósitos, que eram opostos, ou seja, de domínio do ambiente, eles optaram por uma tangente, e os Tumuchy voltaram seus olhos para a então grande Ilha de Omeyocan. Isso oferecia várias vantagens e, dentre elas, a mais importante era a distância do continente. Com seus instrumentos, sua Química e sua Física, construíram barcos e se apossaram da ilha, até então desabitada (...)
"Civilizar, para o homem atual, é inculcar a tônica predominante de padrões existentes, sejam tecnológicos, morais ou religiosos. Por exemplo: os conquistadores europeus consideravam civilizar a transformação das populações indígenas, de um status religioso e moral, para o status de que eram portadores, no caso em apreço, o Cristianismo. Disso resultava, apenas, uma transformação, a substituição de uma forma civilizatória por outra, considerada mais adiantada. Não havia, nisso, criação, mas, apenas, modificação. No caso dos Tumuchy, havia a criação, não segundo padrões preestabelecidos, mas, sim, segundo um plano harmonioso de conjunto, cujos padrões iam sendo criados, pois inexistiam na Terra. Com o avanço nestas revelações, Neiva, você irá tendo uma ideia mais clara a respeito. Voltemos, agora, aos Tumuchy. Na realidade, eles não abandonaram o continente, pois mantinham pontos de irradiação, onde concentravam suas realizações. Nesses pontos foram construídos fabulosos monumentos, planejados cuidadosamente para as finalidades a que se destinavam. 
"Com seu poder de levitação mecânica, usando processos físicos de forças magnéticas, eles podiam movimentar, com relativa facilidade, grandes blocos de pedra, qualquer que fosse sua natureza. Tais pedras eram lavradas por processos químicos e trabalhadas com ciência e arte. Sua arquitetura era orientada em função de um relacionamento, visando a recepção de forças do planeta-mãe e de outros corpos do Sistema Solar. Tais finalidades estão sendo estudadas, hoje, em função de seu aspecto religioso, e isso se constitui em mais um triste engano antropomorfo. Na realidade, elas eram múltiplas e variáveis, inclusive no tempo. O que ontem servia para a captação da energia lunar, poderia ser, hoje, um simples depósito ou túmulo. É preciso que a gente não esqueça da dinâmica do mundo físico de então e suas modificações violentas. A prova de que os Tumuchy, como outros grupos de épocas diferentes, tomavam em consideração a movimentação geológica, está na sobrevivência, até hoje intacta, de muitos desses monumentos. Outro aspecto notável é que os descendentes dos Equitumans eram hábeis metalúrgicos e sabiam avaliar as condições geológicas do solo. 
"É preciso, ainda, que a gente se lembre de que não se tratava de uma experiência isolada. Nos sete pontos fundamentais do globo, as mesmas coisas se desenvolviam, com características próprias. No Egito, por exemplo, eles faziam suas pedras utilizando os sedimentos desérticos e o material da superfície. As coincidências entre pirâmides das Américas e do Egito não são apenas aparentes. Na realidade, havia ampla troca de informações e experiências nas construções de ambos os lados. Outra coisa notável, que ainda não foi bem examinada pelos cientistas atuais, é a relação posicional dessas construções. Tais monumentos foram construídos em função de um plano global do planeta. Os Tumuchy possuíam o que eles chamavam de Mutupy, que equivalia a uma aerofotografia da Terra, como a feita pelos satélites artificiais, e é evidente que seu uso se destinava a consultas em função desse planejamento. E, assim, a Ilha de Omeyocan foi transformada na sede científica do planeta e no centro da comunicação interplanetária. Ali chegavam e dali partiam as grandes chalanas, vindas de Capela. Ali, também, se realizavam as grandes conferências dos Orixás, os chefes máximos dos planos civilizatórios da Terra.
"As pirâmides, Neiva, eram centros de manipulação de energias, verdadeiras usinas de força. Ali se concentravam os grandes cientistas para a conjugação de suas forças psíquicas, como hoje se reúnem os médiuns nos templos iniciáticos. Ali se concentravam os conhecimentos e a documentação dos planos planetários, os instrumentos básicos e os meios de comunicação. O grande Jaguar era um especialista na construção de pirâmides. Ao perceber que o fim de Omeyocan se aproximava, ele deslocou-se para o Egito e lá emprestou sua colaboração aos Orixás responsáveis por aquela área. Com sua química, eles decompunham as rochas e as moldavam de acordo com as necessidades. Possuíam prensas com as quais moldavam grandes blocos e tijolos. Por processos eletromagnéticos, eles vitrificavam as superfícies e movimentavam os blocos gigantescos, com a mesma facilidade como os pedreiros atuais movimentam tijolos".