Sobre o Blog

Blog sobre o Vale do Amanhecer, Doutrina concebida pela Espiritualidade Maior e executada por Neiva Chaves Zelaya, um Espírito de Luz Altíssima, conhecido nos Planos Superiores por Agla Koatay 108. O Vale recebe pessoas sem distinção para solução de problemas espirituais. Nada cobra de seus pacientes e nem exige frequência. Temas espirituais diversos são tratados aqui. Vicente Filgueira, Adjunto Esdalvo - Jornalista (Registro Profissional Fenaj 274/03/38§ v/DRTGo-01364-SJP)


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23 de set de 2012

Mestres e Ninfas com Tiradentes

Tiradentes



Vicente Filgueira,
Editor de Conteúdos
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No final do período do Brasil Colônia, os jaguares do Amanhecer tiveram participação efetiva por ocasião das cobranças exageradas de impostos a mando da Coroa Portuguesa. A população estava revoltada e surgiram diversas vozes que se insurgiram contra as atitudes portuguesas, principalmente por proibir o ouro em pó como moeda. Jaguares tinham nas mãos o poder de salvar vidas e também de determinar a morte. Foi nesse palco distante da história e no seu transcendente que teve início uma longa participação de jaguares na aquisição de grandes dívidas com seus cobradores de hoje.  Uma lista deixada por Tia Neiva dá os nomes e a função que cada jaguar exercia, bem como as penas que receberam por serem considerados traidores e traidoras da Coroa Portuguesa.
Entre aqueles que viveram aquele episódio sangrento da história, hoje convivendo como jaguares deste Amanhecer, estão o Adjunto Ypuena,  Manoel Lacerda, que Tia Neiva revelou como sendo Francisco Oliveira, alferes da Tropa Militar; Valdeck, alferes do Regimento dos Dragões; Bento Aprígio, Chilon e outros, que compõem uma extensa lista, que pode ser vista abaixo. No final desta mensagem de Tia Neiva, vê-se explicações sobre as origens da Inconfidência Mineira. Postagem futura neste blog tentará trazer detalhes sobre a penalidade de cada participante do episódio. A carta/mensagem de Tia Neiva, abaixo, tem a data de 7 de Novembro de 1981.

"Minas Gerais, 1789! Estamos entrando no último século do período Colonial, quando o Brasil era governado por Vice-Reis. O Século XVIII foi muito importante na história da progressista colônia portuguesa, época de grandes poetas, grandes artistas e grandes realizações de espíritos missionários. Uns foram amados, outros odiados...
É nesse quadro de grandes acontecimentos que vamos encontrar estes prisioneiros da Espiritualidade Maior, que se encontram neste Julgamento, como ilustres e altivos habitantes da aurífera cidade de Vila Rica, em Minas Gerais.
À medida que o tempo passava o ódio e a revolta contra a dominação portuguesa só faziam aumentar, nestes prisioneiros, a ideia da libertação. As notícias vindas do Velho Mundo sobre a independência das colônias inglesas e a Revolução Francesa entusiasmavam aquele povo mineiro.
Entretanto, havia uma outra razão, bem mais forte, para impulsionar estes rudes prisioneiros: a cobrança ao povo do tributo sobre a exploração do ouro nas minas daquela capitania, que há muito deixara de ser paga. Era a chamada derrama, ou Quintos Régios, arbitrada pela Coroa Portuguesa, o que descontentou toda aquela gente, criando tremenda expectativa em todas as camadas daquela sociedade.
Apoiados naquele pretexto, que consideraram mais do que suficiente para justificar uma rebelião, esses prisioneiros e prisioneiras imediatamente arquitetaram um plano diabólico.
A ideia da conspiração patriótica partiu do jovem diplomado em Filosofia, José Álvares (dr. Bolívar), recém chegado da Europa, que, inicialmente, encontrou apoio dos seguintes insurgentes:
 Francisco Oliveira (Lacerda), Alferes Da Tropa Militar;
João De Deus (Gilfran), Alferes Da Guarda Regular;
Joaquim Dos Reis (Ademar), Coronel Da Cavalaria;
José Aires (Bálsamo), Coronel Da Tropa Auxiliar;
Luiz Vaz (Melo), Sargento Mor Da Cavalaria;
Manoel Coutinho (José De Anchieta), Soldado Da Cavalaria;
Manoel Da Paixão (Valdek), Alferes Do Regimento Dos Dragões.

A cada reunião o grupo rebelde ia engrossando cada vez mais, passando a ter os seguintes e decididos integrantes:

Antõnio Carvalho (Bento Aprígio), Proprietário De Olaria;
Antônio Francisco (Maurício), Sargento Mor Do Regimento;
Antonio De Sá (Olival Sampaio), Alferes Do Regimento Dos Dragões;
Cesar Balthazar (Edmilson), Sagaz Comerciante;
Domingos De Abreu (Heriberto), Rico Comerciante Português;
Domingos Vidal (Gleidson), Médico;
Francisco Gomes (Domingos Francisco), Exímio Tecelão;
Freire De Andrade (Cláudio, Filho De Tia Neiva), Coronel Do Regimento De Dragões;
Gabriel Souza (Marco Antonio), Burocrata Do Governo;
João Feliz (Wladimir), Hábil Alfaiate;
João Machado (Edemário), Comerciante Português;
João Da Silva (Joaquim Alves), Cabo Da Guarda Regular;
João De Souza (Ari Miranda), Poderoso Ourives;
Joaquim Leandro (Jonas Américo), Capitão Da Cavalaria;
Jorge Sampaio (José Vale), Hábil Tecelão;
José Raimundo (Vicente Peitudo), Astuto Comerciante, Gostava De Agir Fora Da Lei;
José De Rezende (Chilon), Rico Lavrador;
Lucas Borges (Valério Antonio), Famoso Artesão;
Luiz Antonio (Antonio Clarindo), Rico Comerciante De Tecidos;
Luiz Barros (Careca), Capitão Mór Da Guarda Regular;
Manoel Coutinho (José De Anchieta), Soldado Da Cavalaria;
Manuel Castro (Carnaúba), Rico Fazendeiro Da Região;
Manuel Gonzaga (Osvaldo Nonato), Alferes Da Cavalaria;
Pedro Menezes (Sebastião Pinto), Burocrata Do Governo Provincial;
Salvador Carvalho (Ormísio), Cirurgião Praticante;
Sebastião D´Avila (Sebastião Rodrigues), Renomado Alfaiate; E
Sebastião De Castro (Filemon Pereira), Soldado Do Guarda Regular.

Participaram, Ainda, Os Seguintes Mineradores De Ouro Que Enganavam Os Fiscais Da Coroa Portuguesa:

Abel De Castro (João Viana);
Alberto Souza (Otoniel Francisco);
Antônio Vieira (Joaquim Félix);
Diogo Souza (José Hermógenes);
Eduardo Couto (Joaquim Ramalho);
Elias (Emílio Benedito Delrio);
Epitácio (Eurípedes Batista);
Ernesto Sarmento (Edmundo Ferreira);
Euclides Sá (Vilmar França);
Fernando Oliveira (Edmundo José);
Francisco Ferreira (Antônio Alves);
Geraldo Silva (José Alves);
Jarbas Abreu (Severiano);
João Lopes (Antônio Dos Santos);
Joaquim Teixeira (José Tavares);
Lourival Cardoso (Alverino Arruda);
E Oscar Tavares (Júlio Agostinho).

Foram coniventes com A Conjuração, também, os seguintes componentes da Guarda Auxiliar Da Capitania, comandada pelo Alferes Francisco Oliveira (Lacerda):

Antônio Botelho (Francisco Jacó);
Aristides Costa (João Henrigeu De Almeida);
Assis Duarte (Gercino Leal);
Carlos Andrade (Pedro Mangueira);
Cornélio Dutra (Valter Pimentel);
Davi Ferreira (Eugênio);
Enoque Souza (Guilherme Moreira);
Eupídio Valadares (Gerson Alves);
Hélio Pacheco (Agostinho Tobias);
Henrique Vasconcelos (Adilson);
Joaquim Assis (Antônio Pereira);
Joel Carvalho (Euclides Alves);
José Da Silva (Francisco Veri);
José De Figueiredo (João Carlos);
José Noronha (Judivan);
Jozias Leite (Aliomar Balduino);
Leonardo Lima (Luís Sabino);
Leopoldo Arantes (Francisco Brito);
Lucas Martins (Francisco Baracho);
Luiz Mendes (João Batista Barbosa);
Mário Fonseca (Silvério Silveira);
Miguel Nascimento (Djalma Silva);
Nivaldo Matias (João Cosme);
Onofre Souza (Teodomiro);
Orlando Pascoal (Edional);
Ovídio Coimbra (Edvaldo, Apará);
Paulo Campos (Hélio Rodrigues);
Romualdo (Vicente);
Tadeu Saturno (Paulo Rosas);
Valdir Mascarenhas (Jader);
Valdomiro Lima (Josimar);
E Vicente Dias (Manoel Pereira).

E ainda, meus Senhores, Corte deste Amanhecer, como cúmplices, destacam-se as seguintes conspiradoras revolucionárias, presentes neste Julgamento:

Almerinda (Nildes);
Alzira (Cassemira);
Amélia (Margarida);
Ana Lúcia (Anita);
Berenice (Genilda);
Catarina (Eva Martins);
Clarice (Telma Nityama);
Clotildes (Terezinha Marques);
Custódia (Ruth Lara);
Dalva (Luzinete);
Dolores (Leia);
Dorotéia (Nete);
Dulce (Eva);
Eduvirgens (Marlene Caldas);
Efigênia (Maria Rita);
Elisa (Isaltina);
Eliuda (Inês);
Elvira Maria (Luzimar Oliveira);
Elza Martins (Italva);
Estela (Maria Do Carmo);
Eufrásia (Ivone);
Fausta (Maria Telma);
Faustina (Maria Aparecida);
Flávia (Nilza Maria);
Gasparina (Terezinha);
Geralda (Mª Socorro, De Anápolis);
Guiomar (Jacira);
Henriqueta (Iracy);
Iris (Emília);
Isabel Cristina (Terezinha);
Jane (Ana Julieta);
Jesuína (Elsonia);
Joana (Maria De Lourdes C. Silva);
Joana Maria (Maria Elizabeth);
Josefa (Chaguinha);
Julieta (Solange);
Laurita (Maria Augusta);
Leonor Maria (Maria José);
Leontina (Linda Delma);
Leopoldina (Maria Lindalva);
Lúcia Alves (Sebastiana);
Luciana (Sônia);
Luísa Maria (Eliana);
Luzia (Maria Do Socorro);
Mafalda (Nadir);
Manoela (Ione);
Maria Ângela (Ana Júlia);
Maria Campos (Alvina);
Maria Celina (Delvina);
Maria Clara (Vera Lúcia);
Maria Conceição (Efigênia);
Maria Da Fé (Terezinha Samaritana);
Maria Da Piedade (Iracema)
Maria Das Dores (Mª De Fátima);
Maria De Lourdes (Valéria Lúcia);
Maria Divina (Marilda);
Maria Do Carmo (Suely);
Maria Ester (Maria Emília);
Maria Izabel (Beatriz);
Maria Jane (Lúcia Da Lojinha);
Maria Leda (Eusamar);
Maria Montenegro (Izabel);
Maria Otávia (Nanciara);
Maria Rita (Carmem Maia);
Marina (Roseli);
Marta (Maria Da Penha);
Matildes (Maria Rodrigues);
Natalina (Maria José Oliveira);
Rafaela (Maria Da Guia);
Rosa Maria (Raimunda Nonata);
Rute (Irene Carnaúba);
Sirlene (Neuza);
Tereza (Ivonete);
Virgínia (Áurea);
E Zulmira (Maria De Lourdes).
Estava organizada a conspiração! Porém, não bastava que apenas o povo de Minas Gerais se rebelasse. Havia necessidade de um movimento bem maior, que se estendesse a outras regiões do Brasil. Foi quando Tiradentes, decidido, obteve uma licença e partiu para o Rio de Janeiro a fim de organizar a conspiração na sede do governo colonial. Enquanto isso, o militar Joaquim Silvério Dos Reis (foragido), que tinha uma grande dívida com a Corte, procurou o governador Visconde De Barbacena e, em troca do perdão daquela dívida, denunciou toda a trama e delatou os protagonistas, esses prisioneiros e prisioneiras que ora estão neste Julgamento.
A primeira providência do Governador foi suspender o início da Derrama, com isso causando uma desarticulação dos inconfidentes que tinham, como senha, “o dia do batizado”, que seria aquele em que se iniciaria a cobrança do imposto.
Desencadeou-se ação governista para a prisão dos inconfidentes. Tiradentes, no Rio de Janeiro, foi preso e conduzido ao calabouço do forte da Ilha das Cobras. Os principais cúmplices da rebelião foram presos e mandados para o Rio de Janeiro. Começou, então, a devassa. Demorados e prolixos, os processos esbarravam nos que se diziam inocentes ou, covardemente, protestavam ignorância da trama que lhes imputavam. Tiradentes assumiu toda a responsabilidade do movimento, procurando, inclusive, aliviar a culpa dos demais companheiros que estavam presos no Rio:

Antônio De Sá (Olival);
Domingos Vidal (Gleidson);
Francisco Oliveira (Lacerda);
Freire De Andrade (Cláudio);
João De Deus (Gilfran);
Joaquim Dos Reis (Ademar);
José Aires (Bálsamo);
José Álvares (Dr. Bolívar);
Luiz Barros (Careca);
Luiz Vaz (Melo);
Manoel Castro (Carnaúba);
Manoel Da Paixão (Valdeck);
Manoel Gonzaga (Osvaldo);
E Ovídio Coimbra (Edvaldo).

Em 21 de abril de 1792, a rainha Dona Maria I assinou a sentença que condenava à morte, na forca, o Alferes Tiradentes, e exilava os demais prisioneiros.
Tiradentes foi enforcado no dia seguinte, tendo o seu corpo esquartejado, com seus pedaços cravados em diversos locais da estrada de Ouro Preto. Mas, nos luminosos planos espirituais, ele recebeu sua alforria.
Eis, portanto, o que nos revela, num plano geral, a história destes prisioneiros e prisioneiras, que também conheceram as orgias e os prazeres profanos naquela época, e que voltaram a Terra para que, através dos bons e maus momentos do seu dia-a-dia, pudessem se encontrar consigo mesmos.
Tia Neiva. Vale do Amanhecer/DF, 07/11/81. “
Na história:

O ouro em pó era utilizado como se fosse moeda corrente e, por isso, acabou sendo uma prática proibida pela Coroa, que criou as Casas de Fundição em Minas Gerais, em 1719, para evitar o contrabando de ouro e obrigar o colono a pagar o quinto devido à Coroa. Todo ouro descoberto deveria ser encaminhado a essas repartições, onde era derretido e, depois de separada a parte do rei, transformado em barras.
Foi contra essas condições do governo que ocorreu a revolta de 1720, chefiada por Filipe dos Santos Freire. A Revolta de Filipe dos Santos foi motivada, portanto, apenas por fatores econômicos. Seus objetivos eram impedir o estabelecimento das Casas de Fundição e manter a legalidade da circulação de ouro em pó. Em 28 de junho de 1720 teve início a revolta em Vila Rica (atual Ouro Preto).
Cerca de 2 000 revoltosos dirigiram-se para Ribeirão do Carmo, atual Mariana, e pressionaram o governador de Minas, Dom Pedro de Almeida, Conde de Assumar, para que atendesse às suas exigências. Este concordou com os pedidos dos revoltosos, pois não contava com forças armadas para enfrentá-los. Assim que conseguiu tropas suficientes, o governador esmagou a revolta, mandando prender os cabeças do movimento. Filipe dos Santos foi enforcado (16 de julho de 1720), e seu corpo esquartejado após a execução.
Quase 70 anos depois do esquartejamento de Filipe dos Santos, eclodiu a Inconfidência Mineira, quando o povo já não suportava tanto sacrifício imposto pelos portugueses. A conspiração ocorreu em 1789 em Vila Rica, hoje Ouro Preto. Entre os fatores que determinaram o movimento destacavam-se os excessos cometidos pelas autoridades escolhidas pelo governo português para administrar a região das minas; a decadência da produção de ouro, que se acentuou a partir dos meados do século XVIII, e o sistema de cobrança dos quintos devido à Coroa. Quando o ouro entregue não perfazia 100 arrobas (cerca de 1500 quilos), era decretada a derrama, ou seja, o que faltasse seria cobrado de toda a população, pela força das armas. Os excessos cometidos pelas autoridades por ocasião da derrama levaram o povo ao desespero.
As ideias de liberdade foram trazidas por estudantes brasileiros que tinham realizado cursos superiores na Europa. O conhecimento da independência dos Estados Unidos, cujos colonos, revoltados também contra o sistema fiscal de sua metrópole, tinham se libertado da Inglaterra. Entre os inconfidentes, destacaram-se os padres Carlos Correia de Toledo e Melo, José de Oliveira Rolim e Manuel Rodrigues da Costa; o tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, os coronéis Domingos de Abreu e Joaquim Silvério dos Reis (um dos delatores do movimento); os poetas Cláudio Manuel da Costa, Inácio José de Alvarenga Peixoto e Tomás Antônio Gonzaga.
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, era provavelmente o participante da conspiração de menor posição social (era alferes e dentista prático). No entanto, foi o único a assumir a responsabilidade pelo movimento. Negando a princípio sua participação, Tiradentes assumiu posteriormente toda a responsabilidade pela Inconfidência, inocentando seus companheiros. Os planos dos inconfidentes eram estabelecer um governo independente de Portugal; criar uma universidade em Vila Rica; criar indústrias; fazer de São João del-Rei a nova sede da capitania. Líder da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier nasceu na Vila de São Jose Del Rei, hoje Tiradentes, Minas Gerais, em 1746, sendo a sua infância em Vila Rica, hoje Ouro Preto.