Sobre o Blog

Blog sobre o Vale do Amanhecer, Doutrina concebida pela Espiritualidade Maior e executada por Neiva Chaves Zelaya, um Espírito de Luz Altíssima, conhecido nos Planos Superiores por Agla Koatay 108. O Vale recebe pessoas sem distinção para solução de problemas espirituais. Nada cobra de seus pacientes e nem exige frequência. Temas espirituais diversos são tratados aqui. Vicente Filgueira, Adjunto Esdalvo - Jornalista (Registro Profissional Fenaj 274/03/38§ v/DRTGo-01364-SJP)


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13 de fev de 2013

Tia Neiva em Angical


Mãe Tildes, alma gêmea de 
Pai João de Enoque,
abrigou Tia Neiva como Lídia. Em

episódio anterior, Mãe Tildes já 
havia abrigado Mãe Zefa do Congá, 
muito ferida por chicote dos feitores.
A grande maioria dos espíritos que hoje estão na roupagem de jaguares do Vale do Amanhecer e que estiveram no episódio que envolveu Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, voltou à Terra na localidade de Angical. O episódio foi em 1792, quando a rainha Dona Maria I assinou a sentença de morte de Tiradentes, no dia 21 de abril. No dia seguinte, ele foi enforcado, tendo o seu corpo esquartejado e os pedaços cravados em diversos locais da estrada de Ouro Preto. O retorno desses espíritos ocorreu, segundo o acervo da Doutrina do Amanhecer, e as palestras de Tia Neiva, pouco tempo após o desencarne de Pai Zé Pedro, para serem conduzidos pelo espírito de Koatay 108, naquela época como a personagem Lídia.


 Lídia foi uma reencarnação de Tia Neiva, a primeira tentativa para que ela assumisse a estruturação da Doutrina do Amanhecer com os espíritos vindos da experiência da Inconfidência Mineira. Mas Lídia não assumia a missão. Ainda jovem, foi violentada por um bandido chamado Gravatá, que vivia nas imediações do Angical, e isso muito a revoltou. Mais tarde, por pressão da família, conseguiu casar-se com um Juiz, partidário das ideias de independência do Brasil, mas muito rico e poderoso, que vivia em jogos e orgias. Foi um longo período de dores e sofrimento para Lídia, que resolveu, então, fugir para o Congá de Mãe Tildes, abandonando toda a riqueza.

Um dia, quando estava sentada tranquilamente, fumando um cigarro de palha, foi surpreendida pela chegada de seu marido, que vinha para levá-la de volta para casa. Possuída pela raiva, Lídia pegou uma faca e a cravou violentamente no peito do marido, matando-o. Foi presa e passou um grande tempo na prisão. Cumprida a pena, Lídia voltou ao Angical, onde encontrou uma situação favorável ao início de sua missão, pois os espíritos dos inconfidentes ali estavam reunidos, como senhores de engenho e feitores, vivendo em múltiplos comprometimentos, casando e facilitando uniões com mulheres ricas, que havia sido por eles feitas viúvas, sendo em sua maioria instrumentos de seus obsessores. Enfim, homens e mulheres do passado, espíritos de Jaguares, ali aguardavam o início da missão de Lídia, para se acertarem com o cumprimento de seus carmas.

Mais uma vez o espírito de Koatay 108 descartou a missão. Passou todos os seus bens para Mãe Tildes e desapareceu, indo para a serra, onde encontrou abrigo na casa de um casal que, mais tarde, numa vida próxima, seriam os pais de Tia Neiva, deixando todos aqueles espíritos entregues à própria sorte, vivendo com dificuldades financeiras e emocionais, o que fez com que Pai Seta Branca tivesse que intervir naqueles quadros, trabalhando muito para que pudesse harmonizar o Angical. Aqueles espíritos hoje estão no Vale do Amanhecer, muitos encarnados, tentando resgatar suas faltas e se redimirem pela passagem como prisioneiros, encontrando-se ao abrigo da doutrina trazida pela mentora  Tia Neiva, a Lídia do Angical.
 Em 4 de fevereiro de 1983, Tia Neiva escreveu:  “Hoje, prisioneiro do teu passado, em Cristo Jesus tens a certeza de seres libertado daqueles que já cumpriram o seu tempo.
Filho: não deixes esses que se dizem teus inimigos sem a tua compaixão e sem a tua piedade. Lembra-te que essa dor que esse te fez passar é uma pequena vingança em relação ao grande mal causado por ti em eras distantes, em tuas vidas passadas.
Ama com fé a esses que se dizem teus inimigos, para que não saiam simplesmente por uma emissão cabalística doutrinária, mas sim atravessando com o teu amor, para que possas, do outro lado, encontrar um bom amigo.
Ama com fé a vida, e não te esqueças que nunca deves amaldiçoar a vida e nem culpá-la nas suas horas de dores. Ela não é culpada do que sofres e nem, tampouco, benfeitora de tuas alegrias.” (Tia Neiva, 4-2-83).

Angical na história
   Pesquisa: Vicente Filgueira
                                            (Com informações da Prefeitura Municipal de Angical e de                                          www.tabocasdobrejovelho.com.br) 
Prefeitura Municipal de AngicalAngical ainda está de pé no Estado da Bahia. Tem 125 anos, 14.700 habitantes e é conhecida no oeste da Bahia pela sua cultura local, que, além da música, realiza diversos eventos de folclore. Fica à margem esquerda do rio São Francisco e pertencia à província de Pernambuco até 1828, quando foi anexada a Bahia. No começo do século XIX, as terras do Brejo de Angical passaram a pertencer aos irmãos Almeida, fundadores do município. Descendentes da ilustre família de Portugal, possuíam grande quantidade de escravos empregados na lavra de diamantes, na lavoura e na criação de gado. Construíram em 1810 a primeira igreja e em 1821 a freguesia com o nome de Sant'Ana do Sacramento Angelical, pertencente ao bispado de Pernambuco até 1828 e que elevou-se a categoria de Vila em 1891. Angical, por fim, foi desmembrado do antigo município de Campo Largo, atual Cotegipe. Na década de 1960, dois vilarejos de Angical foram emancipados, Tabocas do Brejo Velho e Mariquitas. Brejo Velho, como distrito de Angical, o maior reduto dos índios tupiniquins, havia sido elevado à condição de distrito de Angical em 5 de julho de 1890. Os índios tupiniquim foram os primeiros habitantes do território onde está situado o município, antigo povoado Tabocas, criado em 1962 com parte do território do distrito de Mariquita e desmembrado do município de Angical, que até 1828 pertencia à Província de Pernambuco. O topônimo do município é derivado do nome de um riacho da região, acrescido de Brejo Velho, por existência de brejos na região. Tabocas do Brejo Velho faz parte do estado da Bahia. O povoamento da bacia do Itacaiúnas tem na formação do município de Angical um papel importante, porque apesar dessa região ter sido explorada pelos portugueses ainda no século XVI, permaneceu sem ocupação definitiva durante quase 300 anos. Somente a partir de 1892 é que, de fato, o espaço foi ocupado por colonizadores. A região foi catequizada por jesuítas junto aos índios itaporã, com grande produção de cana de açúcar e cachaça brejeira.


Estudo bastante minucioso a respeito da vida, atividades e morte de escravos em engenhos de cana de açúcar pernambucanos (incluindo Angical) que à época pertencia a Pernambuco e não à Bahia, pode ser visto sob o título Presença marcante: Um estudo em inventários sobre os perfis dos escravos negros em Igarassu (1828 a 1877. O estudo inclui documentos da época e cita todos os nomes de engenhos e sua localização, além do nome e o preço que valia cada escravo. Autora: Edvânia Lopes Vieira, especialista em ensino de História pela UFRPE (ed-vanialopes@hotmail.com)